| Information sur la photo |
Copyright: Marque Berger (rio_de_janeiro)
(1725) |
| Genre: Lieux |
| Média: Couleur |
| Date de prise de vue: 2006-06-25 |
| Catégories: Nature |
| Exposition: f/5.6, 1/320 secondes |
| More Photo Info: [view] |
| Versions: version originale |
| Date de soumission: 2008-01-02 1:57 |
| Vue: 1147 |
| Points: 6 |
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| [Ligne directrice - Note] Note du photographe |
A Pedra Bonita é uma montanha com altitude máxima de 696 metros, coberta, no passado, de floresta de Mata Atlântica. Hoje, existem várias áreas desmatadas cobertas de capim, colocando em risco o processo natural de recuperação da fauna e da flora.
A montanha situa-se entre os bairros de São Conrado e Barra da Tijuca, na Zona Sul da Cidade do Rio de Janeiro.
Apesar da situação atual de degradação, ainda pode ser considerada um dos mirantes mais espetaculares e de fácil acesso da cidade. Lá, podemos encontrar várias atividades esportivas e recreativas tais como: vôo livre, caminhadas e alpinismo.
Você chega à Pedra Bonita através da Estrada das Canoas, em São Conrado.
Flora - A cobertura vegetal original da Pedra Bonita era de Mata Atlântica primária. Hoje, desta mata existem resquícios apenas nas áreas de acesso muito difícil. A mata que encontramos atualmente é uma floresta secundária de Mata Atlântica misturada com várias espécies exóticas.
Fauna - A fauna é constituída, na sua maioria, de pequenos animais como: mico, gambá, paca, tucano, lagarto, cobras, gaviões, entre outros.
Águas - Não existe água em fartura na área. A maioria das nascentes acessíveis ao público são temporárias, dependendo do regime de chuvas. As nascentes perenes também tem seu fluxo afetado pelas chuvas, podendo, em épocas de seca, se tornarem quase secas.
Geral do conjunto Pedra Bonita / Agulhinha da Gávea
* Acesso: Estradas da Pedra Bonita 740
* Área total aproximada: 100 hectares
* Altitude máxima: 693 metros
* Área desmatada: 15 hectares
* Altitude da Agulhinha da Gávea: 610 metros
* Atividades e esportes: vôo livre, alpinismo, caminhadas
* Malha principal de trilhas mapeada: 5 trilhas e o Caminho da Pedra Bonita. Total de 5 125 metros
* Trilhas sinalizadas: 2 (trilha da rampa e trilha da Pedra Bonita)
* Trilha principal: Trilha da Pedra Bonita (1340 metros / ida) – com destino ao topo da Pedra Bonita
* Infra-estrutura: guarita com portão de controle de acesso, estrada de acesso em piso paviex em estado precário, rampa de decolagem em ferro e madeira para a decolagem de asas delta e parapentes e quiosque com banheiros
Por volta de 1567 foram concedidas as primeiras sesmarias, entre elas a de Manuel de Brito, que compreendia as terras que iam da Gávea até a Tijuca (planície da Barra), por tanto, englobando a Pedra Bonita. Porém, Manuel de Brito nada fez em sua sesmaria pioneira, sendo tornada sem efeito por Mem de Sá, o então Governador-Geral. A Pedra Bonita passou para uma linhagem de proprietários da família Sá, dos Visconde de Asseca, que vão vendendo e partilhando as terras no correr dos séculos.
Dizem as lendas, que o nome Pedra Bonita foi dado por um desses nobres que ao chegar ao seu topo e diante das magníficas paisagens em volta e da própria montanha, a chamou de Pedra Bonita.
A Pedra Bonita foi totalmente desmatada no tempo do Império para que sua cobertura original de Mata Atlântica fosse transformada em carvão. Ficaram apenas alguns resquícios dessa floresta original nos locais de difícil acesso. A partir daí, foi abandonada e não passou pelo mesmo processo de recuperação que ocorreu na área da Floresta da Tijuca. O desmatamento causou o empobrecimento do solo, levado pelas chuvas e pela ação do vento.
Com o desmatamento, a área começou a ser ocupada por pequenos sítios e sua população cresceu bastante. É possível encontrar vestígios arqueológicos de todas estas fazes. Existem desde ruínas de construções coloniais até construções mais recentes, incluindo áreas de plantio, muros de arrimo e artefatos enterrados.
O acesso era feito por um caminho com calçamento de pedra onde atualmente se encontra a estrada de acesso. Ainda hoje existem vestígios desse caminho nas florestas. Nos sítios que foram surgindo na Pedra Bonita eram cultivados vários tipos de culturas entre alimentos e flores, comercializados nas feiras da cidade.
As trilhas da Pedra Bonita foram feitas para o acesso ao desmatamento e para o uso das famílias que lá moravam.
Em 1967, com a transformação da área em Parque Nacional, mais o declínio do valor comercial de algumas culturas lá existentes, a Pedra Bonita teve o seu número de moradores drásticamente reduzido, o que possibilitou o avanço de uma floresta secundária. Porém, esta floresta não conseguiu voltar a ocupar todos os espaços originais por razão de diversos fatores tais como: incêndios, ocupações ocasionais e pequenos desmatamentos.
Atualmente ainda existem 15 hectares cobertos de capim, resquícios de várias culturas exóticas, árvores exóticas, plantações de flores e culturas de subsistência.
Pedra da Gávea, um impressionante monumento natural de gnaisse com topo de granito subindo à 842 metros acima do nível do mar, é o maior bloco de pedra a beira mar do planeta. Conhecida como uma esfigie de histórias contraditórias, ela desperta admiração pela sua imponência e mistério. É um dos pontos extremos do Parque e um de seus mirantes mais espetaculares.
O que não falta à Pedra da Gávea são lendas e mistérios. A começar pela sua estranha forma e seu rosto enigmático. Existem histórias para todos os gostos; portal para outra dimensão, base de discos voadores, esfígie Feníncia, túmulo de reis. Algumas partes realmente despertam mais perguntas do que respostas. Uma dessas partes são as inscrições que existem no topo, e que seriam Feníncias. Outros pontos são o próprio rosto da esfígie e o portal, este no lado que dá para a barra. Também existem sítios arqueológicos, como caminhos de pedras e senzalas do tempo colonial.
O ecossistema da Pedra da Gávea é característico da Mata Atlântica secundária. Ainda existem resquícios das matas originais nos pontos de difícil acesso. Podemos encontrar árvores de todos os portes e uma floresta exuberante na vertente da Barra. Também encontramos algumas bromélias e orquídea, como a Laelia Lobata, que só é encontradas na Pedra da Gávea. Já a vegetação do topo da montanha está bastante prejudicada pelo próprio usuário. O lixo, o descuido e os incêndios intencionais e os causados pelos balões, vem descaraterizando este lugar tão especial. O lixo atrai animais exóticos, como os ratos, que acabam interferindo com a fauna local. O intenso uso das trilhas tem causado grandes erosões em alguns trechos, prejudicando ainda mais as florestas ao redor.
A água é muito escassa nas partes altas, porém, nas bases é possível encontrar pequenas cachoeiras dentro de florestas densas.
Geologia & erosão
A Pedra da Gávea é o maior monolito a beira mar do planeta, formado por dois tipos de rocha distintas: a base de gnaisse e o topo de granito.
Sua altura, localização próxima ao mar e sem obstáculos a volta, a tornam muito exposta a ação do tempo, sofrendo grandes processos erosivos.
As constantes variações de temperaturas, chuvas e raios vem, ao longo das eras, moldando seus contornos, principalmente no topo. Grandes blocos de pedras já se soltaram ou estão soltos, ameaçando rolarem montanha abaixo.
A perda de praticamente toda a sua cobertura vegetal original tem contribuído para os processos erosivos e o esgotamento das nascentes no topo. O topo e o lado voltado para São Conrado são os mais afetado.
No topo, somente pouquíssimas árvores ainda existem, predominando o capim de fácil combustão. Já na sua vertente voltada para o nascer do sol, leste, uma pequena e exuberante floresta foi sendo destruída por sucessivos incêndios causados por raios, balões e o descuido humano.
Como resultado da destruição da cobertura vegetal, temos desmoronamentos de solo, como aconteceu recentemente, e a soltura de grandes blocos de pedra.
O Homem e a Pedra
Certamente, a Pedra da Gávea vem chamando a atenção do Homem desde seu aparecimento no Rio de Janeiro. Palco de rituais indígenas, lendas esotéricas e históricas, motivo de estudos e longas discussões sobre o que ela é ou não é.
Agora, a ciência prova o que ela não é. Mas será mesmo o fim de suas lendas? Quantas vezes nossa ciência provou que algo era ou não era e depois voltou atrás?
As lendas e os mistérios sempre vão e devem existir. Hoje, todos os que olham para a montanha, seja por que motivo for, devem perceber que ela está doente. E grande parte da culpa é do Homem.
A Pedra da Gávea é um dos locais mais visitados do Rio de Janeiro e isso tem seu preço. Trilhas erodidas, incêndios, disputas inúteis entre seus frequentadores, acidentes e mortes frequentes. Mas tudo tem solução.
A principal é a conscientização de que ela é parte de um Parque Nacional, Patrimônio da Humanidade, e que tem seus regulamentos que devem ser respeitados ou debatidos.
O Instituto Terra Brasil, o Instituto Pedra da Gávea, a Sociedade de Amigos do Parque Nacional da Tijuca e o Parque Nacional da Tijuca, vêm identificando os problemas e propondo as soluções para, em conjunto com outras organizações, iniciarem a recuperação da Pedra da Gávea.
Os problemas
* Erosão
* Desmatamento
* Infra-estrutura
* Desrespeito
* Lixo
* incêndios
* excesso de gente
Trilha do Pescoço
Trilha Para o Topo - Vertente Barra
As propostas
* Reflorestamento
* Recuperação e sinalização das trilhas
* Educação ambiental
* Estudo e implantação das necessidades de infra-estrutura
O que já acontece
* Identificação dos problemas
* Propostas de melhoria
* Mapeamento das trilhas e sítios arqueológicos
* Sinalização de trilhas
* Patrulhas para segurança e socorro
* Mutirões de limpeza
* Colocação de caçambas para coleta de lixo
* Instalação de um telefone público no início da trilha
* Instalação de cabos de proteção nos pontos onde haviam acidentes graves
* Redução no número de acidentes |
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